Executive Search

Toda vez que um novo líder chega, a cultura muda de cor

Cultura é como um quadro cheio de cores. Existe uma cor predominante, construída ao longo do tempo pelas histórias, escolhas, comportamentos e pessoas que passaram por aquela organização. Mas ela nunca é estática. Cada nova pessoa que entra…

Por Vysio 4 min de leitura

Cultura é como um quadro cheio de cores. Existe uma cor predominante, construída ao longo do tempo pelas histórias, escolhas, comportamentos e pessoas que passaram por aquela organização. Mas ela nunca é estática. Cada nova pessoa que entra traz uma nova tonalidade, uma nova forma de pensar, decidir, liderar e se relacionar. E, quando um novo líder chega, essa nova cor não simplesmente ocupa um espaço no quadro. Ela se mistura com as demais e pode criar uma nova cena.

É por isso que, na VYSIO, acreditamos que contratar ou desenvolver um líder é também uma decisão sobre cultura.

Uma nova liderança pode reforçar a cultura existente, trazer equilíbrio, provocar uma transformação ou, em alguns casos, criar um contraste que a organização ainda não está preparada para absorver. Nenhuma dessas possibilidades é necessariamente certa ou errada. A questão é entender o que a organização precisa construir naquele momento.

Essa perspectiva muda a pergunta. Em vez de simplesmente buscar “um bom líder”, precisamos perguntar: que liderança essa organização precisa agora? Que cor está faltando nesse quadro? E qual cor precisa ser preservada?

É aí que cultura e liderança se encontram.

Toda empresa tem uma cultura, mesmo que nunca tenha definido seus valores. Ela aparece na forma como as decisões são tomadas, no comportamento dos líderes, no que é reconhecido e promovido, na maneira como conflitos são tratados e, principalmente, naquilo que a organização permite, recompensa e tolera. Muitas vezes, existe uma distância entre a cultura que a empresa declara querer e aquela que seus comportamentos efetivamente produzem.

Uma organização pode falar em autonomia e continuar centralizando decisões. Pode defender inovação e punir o erro. Pode valorizar colaboração e premiar apenas resultados individuais. Pode falar em confiança e, ao mesmo tempo, controlar cada detalhe.

Não necessariamente existe má intenção. Existe, muitas vezes, uma falta de coerência entre o que se deseja construir e o que os sistemas, as lideranças e as decisões do dia a dia realmente reforçam.

Por isso, transformação cultural não acontece apenas com novos valores, workshops ou comunicação interna. Ela acontece quando liderança, comportamento, decisões e contexto começam a apontar para a mesma direção.

E isso exige olhar para cada organização de forma particular.

Uma empresa em crescimento pode precisar de líderes que tragam estrutura sem perder velocidade. Uma organização em transformação pode precisar de mais capacidade de adaptação e influência. Uma empresa excessivamente centralizada pode precisar desenvolver confiança e autonomia. Uma organização que cresceu rapidamente pode descobrir que os líderes que foram fundamentais para chegar até aqui não são necessariamente os mesmos que precisa para chegar ao próximo estágio.

Da mesma forma, nem todo líder precisa mudar completamente sua forma de atuar. Às vezes, o que falta não é uma nova liderança, mas ampliar repertório, reconhecer padrões, trabalhar pontos cegos ou criar novas formas de responder aos desafios.

É por isso que não acreditamos em desenvolvimento de liderança como um conjunto de competências genéricas. Desenvolver um líder é prepará-lo para o contexto em que precisa gerar valor.

E esse contexto importa tanto quanto o indivíduo.

Um líder não lidera no vácuo. Ele está inserido em uma cultura, responde a um gestor, influencia um time, recebe determinados incentivos e precisa tomar decisões dentro de um momento específico do negócio. Ignorar esse sistema é correr o risco de desenvolver pessoas para um contexto que não existe.

Na VYSIO, nosso olhar parte de uma pergunta simples: o que precisa mudar nas pessoas e no sistema para que o negócio consiga evoluir?

Às vezes, a resposta está no desenvolvimento de um líder. Às vezes, na entrada de uma nova liderança. Às vezes, na combinação dos dois. E, em alguns momentos, a transformação exige rever papéis, relações, rituais e decisões.

O importante é não começar pela solução. Começar pelo contexto.

É essa visão que queremos trazer para nossos trabalhos de cultura e liderança: menos modelos prontos, mais compreensão da realidade; menos desenvolvimento como evento, mais desenvolvimento como transformação; menos discurso sobre cultura, mais mudança observável de comportamento.

Porque cada novo líder que chega acrescenta uma nova cor ao quadro.

A pergunta não é apenas se essa cor combina com as outras.

É qual cena queremos construir a partir dessa mistura.

E, no fim, cultura é exatamente isso: uma obra que nunca está terminada, construída pelas pessoas que estão dentro dela e pelas escolhas que fazem todos os dias.

VYSIO

Para atrair, selecionar e desenvolver, indivíduos e organizações.

Da leitura para a ação

Vamos colocar o seu contexto em perspectiva?

Uma conversa consultiva pode revelar caminhos mais coerentes para pessoas, liderança e negócio.

Agendar uma conversa